domingo, 20 de janeiro de 2013

Imagens psicodélicas de um mundo esquizofrênico









Duplo Sentido


Eu tenho um bem grande
Mas ela não vai querer
Dói e machuca
Mas também dá prazer

Não faço propaganda
Mas também não minimizo
Se ela gostar
Vai ficar só no sorriso

É grande e fofinho
E cabe na mão
Entrego a ela com carinho
Tá aqui o meu coração!

Perdido na Cidade


Quem sou eu?
O que é meu?
O que serei?
O que verei?

Serei mais uma imagem no futuro?
Daquelas presas dentro de um muro,
Um muro digital e moderno
Que substitui o álbum e o  caderno?

Serei mais um rosto na multidão?
Daqueles que nada constarão?
Tipo aqueles curiosos que aparecem em fotos,
Tipo quando você se fotografa e atrás passa uma moto?

O que vou deixar?
Que imagem vou passar?
Vou rir como rimos das roupas dos anos setenta?
Ou serei como reportagens antigas que ninguém se lembra?

O Universo em Encanto


 O Universo em Encanto

Às vezes com os meus olhos vejo
Perdido nas estrelas,
Um imaginário lampejo,
Esperanças inteiras
Emocionante como um beijo, 
Dos de cinema, a plateia suspira nas cadeiras.

A plateia sou eu,
A tela o universo,
A  esperança é ser teu,
A mensagem é este verso,
O texto é meu,
E ante tanta beleza fico submerso.